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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

SIM OU NÃO? CERTO OU ERRADO?



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Amados são inúmeras as vezes no nosso dia-a-dia que nos questionamos em dizer um bom e sonoro SIM  e igualmente um bom e sonoro NÃO e o mesmo quando nos questionamos se a nossa atitude ou o que temos a  fazer é CERTO ou ERRADO. 

SIM ou NÃO; CERTO ou ERRADO são questionamentos que caminham muito próximos e também estão presentes nas queixas dos indivíduos no seu cotidiano e durante o  processo psicoterapêutico.

A dificuldade de nos posicionarmos entre o SIM ou NÃO e mesmo decidir se aquilo que desejamos fazer é CERTO ou ERRADO gera uma grande insegurança, às vezes afetando a auto-estima, porque nos sentimos incompetentes para tomar uma decisão sem se sentir refém da aprovação do outro. 

Dizer SIM quando na realidade, queremos dizer NÃO denota uma necessidade de ser aceito pelo outro, que  é a essência das neuroses,  e isto gera um tremendo desconforto psíquico, pois estamos indo contra, muitas vezes, aos nossos  princípios morais e nossos valores. 

Daí a importância do processo terapêutico que ajuda o individuo a se conhecer,   entender e resolver suas neuroses, tornando-o mais firme e forte nas suas decisões.

O mesmo acontece na duvida entre o CERTO e o ERRADO, ilustrado abaixo.  
>  Uma jovem vive um relacionamento abusivo, seu parceiro a destrata verbalmente, afetando,  cruelmente,  sua autoestima. Um dia depois de muito sofrer, a jovem decide se separar. No entanto, vez ou outra paira  a duvida, será que eu deveria ter tentado um pouco mais? Será que eu agi CERTO? 
Apesar de ter retomado a sua vida, vez ou outra, a jovem  acha que poderia ter feito diferente. 

Eu costumo fazer um exercício com os meus pacientes quando percebo que há dificuldade em se posicionar entre o SIM ou o NÃO. 
Este exercício, da PNL,  chama-se TOC (Testar, Observar e Comprovar). Vamos começar?
"Feche os olhos e tente  imaginar  a situação-problema de uma maneira racional  e diga SIM.  Se sentir alivio  e tranquilidade, após o SIM,   com certeza, será  uma decisão acertada, pelo menos para você.   Se, ao contrário,  sentir-se incomodado e desconfortável, fica claro, que não é a melhor alternativa, pelo menos para você."   O mesmo  exercício vale para o NÃO.

No entanto, se perdurar a   duvida entre o SIM ou o  NÃO, mesmo tendo analisado as duas perspectivas com  seus prós e contras,  do aceite a recusa.  Com certeza, na  maioria das vezes,  o NÃO é o que gostaria de dizer mas está com receio  de melindrar o outro. Como se resolver? Como ser mais assertivo? A resposta, sem titubear, é  a  Psicoterapia. 

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa




quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PERSEGUINDO A FELICIDADE... APRENDENDO COM A FRUSTRAÇÃO

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Amados vocês algum vez já pararam para pensar o quanto que nos "os sapiens" vivemos buscando a felicidade como  quem busca um grande "pote de ouro" no fim do arco-iris. E...mais interessante a felicidade é a meta, na qual nem bem sabemos o que seja. Dizemos: "Quero ser Feliz", mas o que é esta felicidade para você. É ter sucesso em tudo que pretende conseguir ou fazer? É gostar do que o seu espelho está refletindo? Ser admirado? Ser amado? Ser aceito?


 Tudo bem...todos nos queremos de alguma maneira ter sucesso nos nossos projetos, nas nossas relações, no reconhecimento e aceitação do outro, nos sentirmos amados e amar muito!  Mas sempre fica aquela sensação de que quero mais... muito mais. E aí neste ponto eu lhes pergunto: "O que te preencheria? O que te realizaria? O que te daria serenidade? O que você está buscando? E quando levantamos estas questões começamos a ver que não é possível ser somente feliz. E aí vem a frustração e com ela ricos aprendizados como de que:  também se  ganha com o que se perde;  de que o menos pode ser mais significativo do que o mais; de que o silêncio pode dizer muito mais do que conversas supérfluas; de que a  simplicidade ela é mais confiável do que a exuberância; de que se cair  me levantarei mais forte, ligeiro e esperto.  

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa 
Psicoterapeuta de Adultos, Casais e Adolescentes

domingo, 29 de novembro de 2015

O FIM DO MEDO ACONTECE EXATAMENTE QUANDO VOCÊ FAZ AQUILO QUE LHE DÁ MEDO

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Quantas pessoas se limitam na sua vida por sentirem medo. Muitas vezes este medo tem várias roupagens: Medo de fracassar; medo de não dar conta; medo de ouvir um não; medo de se arriscar; medo de se sentir inapta. Pois é... são muitos e os mais diversos medos. Procurar um " Por que" para os medos demanda às vezes um longo tempo terapêutico. Muitas vezes não dispomos deste tempo, o que é uma pena, pois a Psicoterapia ajuda muito dentro do processo de autoconhecimento a trabalhar estes:  "Por que eu tenho medo disto.... ou daquilo....?",ou melhor,  "Por que sou tão inseguro(a)?".

Procurarei passar para você(s),  que me leem,  algumas compreensões  que aplico na minha vida e que enquanto Psicóloga norteio os meus clientes no Processo psicoterapêutico.  Vamos lá:

1) SOMOS SERES EM PROCESSO DE EVOLUÇÃO:  Acredito, sinceramente, que estamos aqui neste mundo para evoluirmos.  Para sermos pessoas melhores. E isto exige de nós, na maioria das vezes, um grande esforço. Cremos nisto  é um passo gigantesco,  e nos ajuda muito nos obstáculos, dificuldades e desafios que enfrentaremos todos os dias.  Desconheço um único dia que não tenhamos que nos superar em alguma coisa, por mais minima ou insignificante que nos pareça ser. Isto é resiliência que em Psicologia significa a capacidade do individuo de lidar e superar os obstáculos, dificuldades e pressões.

2) XOO...XOO...VAIDADE. Aprendermos a lidar com a nossa, amiga Vaidade, que nos limita. A vaidade limita quando achamos que o fracasso; os nãos; as rejeições; o ridículo não nos cabe. Acredite, grandes homens, que fizeram história na ciência, na politica e na arte arriscaram a ter a sua imagem, arranhada e até desacreditada. Muitos foram considerados: loucos, ridículos e inaptos.  Freud foi vaiado pelos seus colegas médicos quando apresentou a sua teoria da sexualidade infantil. Leonardo da  Vinci quase foi recusado de frequentar uma renomada escola de arte por ser considerado velho, na época ele tinha 17 anos. No entanto, ele superou este "não" e com 20 anos já era um pintor consagrado. Leiam mais sobre gênios desacreditados no: seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2009/12/genios-desacreditados.html.
Eu mesma quando criança, fui considerada, uma criança com sérias dificuldades para aprender e que deveria até estudar em escola especial. Agradeço até hoje a minha mãe não ter dado crédito neste terrível  diagnostico e  a ter investido na minha educação. E vejam até aonde eu cheguei!!! Escrevendo para vocês! É o MÁXIMO!

3) VOCÊ CONSEGUE!!! VOCÊ É CAPAZ!!! ACORDE!!!  Sim!!! Você  consegue! Você é capaz! Acredite em você não há medo que você não possa transpor, enfrentar. Quando enfrentamos os nossos medos, eles deixam de acontecer. Experimente. Você Consegue!!! Você é Capaz!!!

4) AGRADECER. Amados e Amadas agradecer é essencial. A cada medo enfrentado e, com certeza, superado.  Agradeça.... Agradeça a Deus. Agradeça aquela pessoa que está lhe ajudando. Agradeça a oportunidade de evoluir para ser uma pessoa melhor. Agradeça...agradeça sempre... E lembre-se todo e qualquer obstaculo, dificuldade que gera medo mas que,  mesmo assim,   enfrentamos com a força da resiliência nos tornamos mais fortes.  É mais um degrau que subimos na escada que nos conduz a Plenitude e a Auto-Realização.

Estarei na torcida por vocês e também por mim.

Um abraço e um beijo carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB





quinta-feira, 25 de junho de 2015

CADA COISA NO SEU LUGAR...

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É importante, para serenidade da mente, nos esforçar para dar uma organizada em nossa vida. E para tanto, partimos de movimentos bem simples como procurarmos ter um respectivo lugar e espaço para cada coisa, por mais mínima que seja, por mais tola que nos pareça.  Eis alguns exemplos:

> Ao usar o copo, para tomar água, após o uso lava-lo e pô-lo de volta ao seu lugar no armário. E assim fazer com todas as vasilhas que usamos na cozinha. 

> Após o dia de trabalho ao chegar a casa retirar a roupa, se estiver suja, vai para o cesto, de roupas sujas,  se ainda deseja usa-la volta para o guarda-roupa.

> Ao levantar arrumar a sua cama, independente, de ter empregado doméstico. A cama é o ninho é o lugar de repouso e deve ser sacudida e organizada por quem a usa. Nesse momento, é uma boa oportunidade para agradecer ter um lar, uma família e um lugar para descansar e estar aquecido.

> Os livros na estante.  Se estiver lendo algum, deixa-lo em um lugar que seja fácil resgata-lo para a retomada da leitura.  Tenho uma colega de profissão, que gosta de ler um livro que, costumeiramente, está próximo a um abajur e uma poltrona, estrategicamente, pertos da janela do seu consultório. 

É igualmente, importante, nos desfazermos de coisas que não estejamos usando ou que não agregue algum valor sentimental ou financeiro. E assim o é em todo o nosso viver o que ainda nos serve ou que agregue algum valor conservamos, reformamos ou nos desfazemos para reciclagem ou para o lixo.

Lembrando que muitas vezes o que não é útil para nós é de grande valia para o outro. Assim não se apegue a coisas, se liberte dos apegos, e doe para quem precisa. A mesma recomendação vale para os apegos a lembranças dolorosas ou até as pessoas que nos machucam e nos entristecem.  Se liberte! Se estiver difícil busque ajuda da Psicoterapia para se fortalecer e jogar para fora do seu “coração” estes apegos que te fazem sofrer.

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB





quinta-feira, 18 de junho de 2015

O PERDÃO


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Pense nisso... "Grande parte do que você precisa perdoar nas outras pessoas, e especialmente em si mesmo, é a ignorância que machuca. Não é só de propósito que as pessoas magoam umas às outras. Na maioria das vezes elas simplesmente não sabem agir de outra forma. Não sabem ser algo diferente, algo melhor."
(Extraído do livro de William P.Young - A Travessia - p.70)


Daí a importância de nos esforçarmos para observar os nossos comportamentos ou as reações que o mesmo provoca  no outro, a saber: mudança no tom de voz;  rubor facial;  mudança ríspida de assunto;  sorriso forçado como se estivesse sem graça e outros comportamentos que sinalizam que algo que fizemos, falamos ou esboçamos foi mal absorvido pelo nosso próximo. 

Se buscamos nos lapidar e corrigir as nossas falhas é fundamental esta auto-observação.   Porém,   sempre com muita serenidade. 

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB

quinta-feira, 11 de junho de 2015

DILEMAS



CONTINUAR OU 'DAR UM TEMPO'

RESOLVENDO UM DILEMA

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Tenho certeza, que muitos de vocês que me leem neste momento já viveram uma situação que envolve um dilema, ou seja, tomar uma decisão que envolve duas alternativas, que basicamente, é SIM OU NÃO. Como saber qual a melhor decisão a ser tomada? 

Estes dilemas geram ansiedade, portanto, um certo desconforto e é mais comum do que podemos imaginar. Para ilustrar ai vai um exemplo, de um  dilema que estava me incomodando até poucas horas atras. Se eu daria ou não a palestra "PARE!!! de ser sombra de si mesmo e Encante."

1) Estabeleça, se possível, um tempo para tomar a decisão. Após a divulgação, que fiz com boa antecedência,  eu havia estabelecido um tempo para as pessoas se inscreverem. 

2) Observe os sinais que apontam se vai dar certo ou não. Os sinais que eu havia estabelecido eram as manifestações de interesse por ligações telefônicas,  whatsapp ou meu email profissional contidos no folder. Se os sinais que você estabeleceu apontam para o negativo fica fácil tomar a decisão para o cancelamento do evento. 


Então meu queridos leitores, na crônica de hoje compartilho com vocês como resolvi o meu dilema se manteria ou cancelaria a minha palestra. E a decisão foi a palestra "PARE!!! de ser sombra de sim mesmo e Encante." está cancelada. 

No entanto, cancelar a minha palestra neste momento, não significa que desisti. Apenas estou amadurecendo e estudando melhores estratégias para fazê-la acontecer em um momento mais propicio. 

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima B.Barbosa
Facilitadora da MFBB 







segunda-feira, 8 de junho de 2015

ENFRENTANDO OS PROBLEMAS DE CABEÇA ERGUIDA



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Há algumas “verdades” que são indiscutíveis como: Somos mortais; somos passíveis de errar, portanto somos falíveis  e  todos temos problemas.  

No que concernem as duas primeiras “verdades” não tem como driblá-las.

No entanto com relação a termos problemas, alguns deles podem ser contemporizados. Os problemas existem e são os mais diversos: como um carro que quebra em pleno trânsito; dinheiro curto; dividas;  situações de stress no trabalho, relacionamentos difíceis   e  inúmeros outros. 

No entanto, os problemas existem para que sejam solucionados ou remediados e é importante manter-se firme nas adversidades ou dificuldades. Esforce para evitar sentimentos negativos e derrotistas como a:  lamuria, o desanimo, a vitimização,  a raiva.   Estes sentimentos são como “areia movediça” quanto mais se esperneia mais se afunda. 

Mesmo sendo, às vezes, tao difícil, se esforce, para desenvolver um olhar critico e ao mesmo tempo compassivo para com você mesmo.  Analise suas atitudes, realisticamente, procure enxergar  o que esses problemas estão lhe sinalizado...lhe ensinando.  Ao contrario do que pensamos, os problemas, as adversidades não vêm para nos destruir, mas sim para nos aperfeiçoar e fortalecer  como pessoa humana. 

Busque estratégias internas para resolver os seus problemas, adversidades ou desconfortos. Enfrente de cabeça erguida, por pior que seja o que tem que ser enfrentado e encarado, não fuja das suas responsabilidades ou do que você tem que passar. 

Com prudência, otimismo,coragem e uma boa dose de entusiasmo: SIGA EM FRENTE!!! o amanhã pode estar lhe reservando dias de luz. 

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB

segunda-feira, 1 de junho de 2015

SERÁ QUE VALE A PENA...?

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Há inúmeras situações na nossa vida que nos abalamos emocionalmente ficando tristes, aborrecidos, frustrados e com sentimentos de inferioridade. Se analisarmos racionalmente, veremos que não há sentido e que estamos sendo movidos por sentimentos vazios, arrasantes, tolos e muitas e muitas vezes nutridos unicamente pela nossa maior amiga e desencadeadora, da grande maioria,  dos  nossos "dodois" emocionais que é a vaidade. Veja o caso abaixo relatado por um amigo:

- Ele  foi ministrar uma palestra, na empresa que trabalha e enquanto aguardava a sua vez de começar, sentou-se em uma das poltronas do auditório e nisso entrou o diretor do departamento de Marketing,  todo sorriso, e  se dirigiu a organizadora do evento elogiando a sua iniciativa e, apesar dele  conhecer o palestrante, parece que não havia percebido a sua presença. Meu amigo ficou surpreso e desapontado e pensou consigo mesmo: "Puxa que chato sou  convidado a palestrar, gratuitamente,  e nem um muito obrigado dele (diretor)." Mas aí ele parou e pensou: "isto é importante? Nutrir este sentimento vai  atrapalhar a minha apresentação e com certeza o diretor estava com pressa ou preocupado com alguma outra coisa e não me viu." Pensar assim o tranquilizou e o fez menos vaidoso isto porque,  no seu íntimo, achava que deveria também ser reconhecido até porque ele estava ali colaborando para o projeto. Mas, segundo ele, achou que não valia a pena se desgastar porque o mais importante ele sabe e isto ninguém tira dele é a certeza da qualidade do trabalho que estava motivado a realizar naquela manhã. E realmente ele considerou, pela reação dos seus colegas que assistiram a sua palestra que foi um sucesso e isto sim Vale a Pena.    

Há outras situações como: 

> Cumprimentar uma pessoa e não receber retorno. Se cumprimentar e não receber retorno, paciência, insista mais algumas vezes com esta pessoa se persistir o mau comportamento, deixe para lá. Mas não seja, amargo, e não desista da educação e cumprimente aos demais. Quando cumprimentamos o nosso próximo estamos demonstrando que o percebemos e que lhe desejamos que o seu dia seja bom.

> Percepção de que  somos "invisíveis" para algumas pessoas. E este é um sentimento muito percebido principalmente por profissionais que cuidam da higienização dos ambientes, o que antigamente, eram conhecidos por pessoal da limpeza ou faxina. Há inclusive um estudo interessantíssimo do  Dr. Fernando Braga da Costa que ele realizou durante dez anos para obtenção do seu mestrado em 2002 e dando continuação para o doutorado, concluído  em 2008. Para a realização deste brilhante estudo Fernando  desempenhou durante dez anos, de um a dois dias da semana o oficio de gari. No mestrado ele com um diário de campo começou a identificar e reconhecer o antagonismo de classes e para isto ele testemunhou  e ouviu o que os garis, como grupo social, poderiam "falar" sobre a invisibilidade pública. O próprio Fernando, na época, "sentiu na própria pele" a surpresa de passar vestido com o uniforme de gari por um grupo de colegas da USP e não ser reconhecido ou "visto". Ninguém o via. No entanto, apesar dos próprios garis acharem estranho um estudante ali trabalhando, eles o acolhiam e compreendiam porque sabiam o que era a humilhação. 

>  Esperar que o "outro" perceba e elogie os nossos esforços. Esta situação é outra que causa grande frisson, no sentido de uma necessidade extrema,  nos relacionamentos interpessoais: A falta de reconhecimento, e este fenômeno acontece em qualquer âmbito da nossa vida desde  o familiar até o profissional. E pode ser percebido como um distanciamento e pouca valia ao trabalho e dedicação do outro.
É muito importante, que dentro da família, haja sempre o respeito e a admiração pelo que cada um faz dentro do lar: A mãe que cuida da casa e da sua família, mesmo após um dia de trabalho externo. O pai que trabalha fora e também ajuda a esposa a dar uma ordem rápida na casa e olha os deveres do filho. O filho que ajuda os pais em pequenos afazeres domésticos ou mesmo prestando pequenos favores aos pais nas suas dificuldades da internet. Todos os trabalhos, independentemente, de quem o faça deve ser sempre agradecido e elogiado com sinceridade.
No âmbito profissional, o bom líder, busca identificar as potencialidades e a dedicação do seu colaborador e deve elogiar. Isto é muito importante e motiva o funcionário.

> Sentir-se excluído em algum ambiente porque está trajando roupas mais simples. Há alguns ambientes comerciais, como lojas e restaurantes que estas pessoas são tratadas com indiferença. Na realidade, o que parece, é que os vendedores ou garçons destes ambientes não vêem potencial de consumo. E isto é um grande equívoco pois muitas vezes o vestido com simplicidade pode sim ser uma pessoa bem despojada mas um ótimo consumidor.

No entanto, em tais situações recomendo tranquilizar-se e não valorizar o que estas pessoas, muitas vezes pouco educadas; desatentas ou mal-resolvidas impigem ao próximo. O importante é você estar bem com você mesmo. Assim meus amados leitores, esforcemo-nos para não nos amargurarmos com estas situações.


SERÁ QUE VALE A PENA?  afinal...  

"O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa" (salmo 144:4)

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB


quinta-feira, 21 de maio de 2015

AUTOCONFIANÇA

Autoconfiança

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Autoconfiança é a atitude da pessoa que,  independentemente, da situação que se encontra transmite serenidade, calma e segurança.

A consciência, reconhecimento e a identificação das nossas habilidades,  potencialidades e conhecimento são quesitos muito importantes para termos autoconfiança, mas mesmo na falta de um deles a pessoa autoconfiante se propõe a buscar ou aprender. Por exemplo: - Sei que não consigo entender este programa de informática,  mas vou me esforçar para aprender e superar esta dificuldade. 

Caminham junto com a autoconfiança a coragem, criatividade e o entusiasmo. Vamos entender:

> Coragem: O autoconfiante enfrenta de cabeça erguida qualquer desafio mesmo os mais temíveis. Ele confia em si mesmo e raramente fraqueja ou esmorece.

> Criatividade: O autoconfiante busca estratégias para solucionar conflitos, dilemas, duvidas ou novos desafios. Ele confia como se diz: "no seu taco" tem convicção que conseguirá se sair bem. E, por isso, que muitas vezes, apresenta respostas ou soluções muito inovadoras e até diferentes.

> Entusiasmo: O autoconfiante transpira pensamentos e posturas positivas e expressa que realmente "Deus está com ele" (pois a palavra entusiasmo significa "Deus habita nele")  por isso nada temerá. 

Um individuo com baixa autoconfiança apresenta alguns destes comportamentos: 

>Sente-se aquém ou  inferiorizado diante dos demais;
> muitas vezes assume os erros dos outros, mesmo sabendo que não foi  o responsável ou culpado;
>fica "ruminando" ou preso  ao passado;
>muito medo de falhar de "não dar conta".
E são muito, muito...ansiosos e sofrem em demasia por antecipação.

A baixa autoconfiança está associada com a baixa autoestima.

Lembrando: Autoestima  é uma valoração subjetiva de si mesmo. E a maneira como nos percebemos e nos avaliamos, podendo ser positiva ou negativa.

Como lidar com a baixa autoconfiança? A maneira mais eficaz e verdadeira é buscar ajuda da ciência Psicologia. O Psicoterapeuta, experiente,  ajudará o seu paciente ou cliente a alavancar o processo de autoconhecimento, pois a medida que este vai acontecendo ele (paciente ou cliente)  vai também  aprendendo a identificar as suas neuroses ou os seus conflitos internos. Assim como vai descobrindo as suas potencialidades e a sua capacidade resiliente. O paciente ou cliente vai se fortalecendo interiormente e tornando-se mais confiante.

Um abraço carinhoso e fraterno
Maria Fátima Barroso Barbosa
Facilitadora da MFBB

227/365: Incansáveis na Caridade

  Era o ano de 1969, ela tinha apenas 17 anos, andava apressada pelo centro da capital paulistana, eram mais ou menos 8hs da manhã. Ela esta...